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DIA 3 — O PROJETO QUE NÃO CABIA NO BOLSO

  • 17 de fev.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 20 de fev.

O choque de realidade, o preço

do metro quadrado e muita terapia.


Chegamos em Maraú com um sonho, um projeto embaixo do braço e um carro alugado com minha amiga Beth Moura — que aparecerá mais vezes (nossa coach de obra, pioneira das casas financiadas em Algodões).


No plano otimista, mudaríamos em um ano. A realidade: o projeto inicial tinha dois andares e mais de 300 m². Só aí entendemos o custo real de construir no litoral da Bahia, onde a logística é difícil e o terreno exige estrutura reforçada.


Solo arenoso. Lençol freático baixo. Transporte limitado. Custo dobrado.



E conforme fomos vivendo aqui, ficou claro que aquela casa era agressiva demais pro território. Seria como construir um pavilhão da Bienal a 250 metros do mar.


Resultado: desistimos do projeto que levou meses e dinheiro. Primeiro baque. Pobres demais para o tamanho do sonho.


Fomos corajosos — ou toscos — o suficiente para recomeçar.

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